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 Juara
     
21 de Abril, 2017 - 08:58
Delegada confirma que prefeita de Juara é investigada no Tribunal de Justiça na operação Sodoma

  Delegada/reprodução

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) investiga a prefeita de Juara e ex-deputada estadual Luciane Bezerra (PSB) por supostamente ter recebido R$ 700 mil do ex-secretário de Estado Pedro Nadaf. O valor teria sido desviado no esquema de corrupção apurado na quarta fase da Operação Sodoma.


A confirmação da investigação foi feita pela delegada Alexandra Fachone, da Delegacia Fazendária (Defaz), em depoimento na tarde desta quinta-feira (20) à juíza Selma Arruda, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, .


De acordo com informações do site FolhaMax, a delegada afirmou durante a audiência que existe um inquérito policial sobre o assunto, mas evitou falar mais sobre o caso devido ao fato de Luciane ter prerrogativa de foro junto ao Tribunal de Justiça. "Existe um trabalho de investigação, mas não podemos dar detalhes, por ser sigiloso", explicou.


A revelação de Fachone ocorreu diante de um questionamento da defesa do ex-procurador do Estado, Francisco Lima, o Chico Lima. A pergunta se embasou no depoimento do empresário e delator do esquema, Filinto Müller, prestado na última terça-feira (18).


Na oportunidade, o empresário afirmou que, em 2014, recebeu ordens do então secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, para destinar R$ 100 mil do total de recursos desviados da desapropriação de uma área no Bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá, para o pagamento de uma “emenda” da então deputada Luciane Bezerra.


No mesmo depoimento, Filinto ressaltou que, posteriormente à ordem, teria ficado sabendo que o dinheiro, na verdade, seria para pagar jornalistas que haviam descoberto o suposto esquema de corrupção e estavam extorquindo o ex-secretário, sob a ameaça de publicação de reportagens.


Inquérito


Luciane Bezerra já vinha sendo investigada pela própria Defaz desde janeiro, quando, em depoimento, Nadaf - que é réu confesso - afirmou ter pago R$ 700 mil à ex-deputada a pedido do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). O pagamento seria referente a uma dívida, no valor total de R$ 1 milhão, do peemedebista com a ex-parlamentar, cujo motivo o ex-secretário afirmou desconhecer.


Na ocasião, Nadaf confirmou que o dinheiro era fruto do desvio de R$ 15,8 milhões dos cofres públicos, por meio da desapropriação da área de 55 hectares no Bairro Jardim Liberdade. Ainda segundo ele, Luciane sabia da origem do recurso.


A própria prefeita teria solicitado a Silval que os pagamentos da suposta dívida fossem feitos por Nadaf. Isso porque, segundo o depoimento do ex-secretário, ela não teria confiança em receber o recurso por meio do então chefe de gabinete, Sílvio Cezar Correa.


Após tal determinação do ex-governador, Luciane teria recebido parte do montante pessoalmente, dentro do gabinete de Nadaf. A ex-deputada teria procurado o ex-secretário ao menos outras quatro vezes, entre os meses de maio e agosto daquele ano, de acordo com o depoimento dele.


Cheque para irmão


No documento que determinou a abertura do inquérito, os delegados da Defaz também levaram em consideração o fato de um cheque da empresa do delator da operação, Filinto Muller, a SF Assessoria e Organização de Eventos, ter sido creditado na conta da empresa do irmão da prefeita.


Conforme relatório realizado pela polícia, no dia 15 de maio de 2014, a empresa J. Lisboa da Hora EPP., com sede em Juara, recebeu depósito de um cheque no valor de R$ 51 mil. Na época, o irmão de Luciane, Celso Ricardo Borba Azoia, era o procurador legal da empresa.


A SF Assessoria, de acordo com as investigações, foi criada por Filinto Muller especificamente para facilitar a operação do esquema. Vários cheques da empresa foram emitidos para integrantes da suposta organização criminosa.

Fonte: Mídia News
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