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Capitão da PM de Brasnorte é exonerado do cargo de comandante após agressão a soldado

Ocomandante do 1º Pelotão de Polícia Militar de Brasnorte (a 588 km de Cuiabá), Capitão Cirano Ribas de Paula Rodrigues, foi exonerado do cargo de comando e afastado da instituição, nessa quarta-feira (18). Câmeras de segurança registraram o militar agredindo o soldado PM D.J.F.A.M.S, da mesma unidade. A vítima acusou Cirano de tê-la humilhado e praticado racismo.

Os dois militares e outros colegas estavam na confraternização de um moto clube de Brasnorte, na madrugada de ontem, onde ingeriram bebida alcoólica e Cirano agrediu outra pessoa. Após saírem do local, Cirano iniciou as agressões contra D.J.F.A.M.S, na conveniência de um posto de combustível da cidade.

Segundo o boletim de ocorrência, Cirano o agrediu fisicamente e verbalmente, proferindo ofensas racistas,  ordenando que o soldado sentasse no chão, pois seria o lugar de “cachorro e preto”. O capitão teria humilhado o D.J.F.A.M.S, que tentou gravar a situação, mas teve o aparelho celular quebrado por Cirano, após aplicar um golpe de “gravata”.

Por meio de nota, a PM informou que a Corregedoria-Geral instaurou procedimento administrativo para apuração dos fatos.

O caso

Ocapitão da Polícia Militar Cirano Ribas de Paula Rodrigues, de 40 anos, é acusado de cometer racismo, injúria e agredir o soldado PM D.J.F.A.M.S., de 33 anos, na madrugada desta quarta-feira (18), na conveniência de um posto de combustível em Brasnorte (a 588 km de Cuiabá). Imagens de uma câmera de segurança registram o momento em que o capitão dá um golpe chamado “gravata” no soldado, pega o telefone dele e o quebra ao meio.

De acordo com o boletim de ocorrência, o capitão, o soldado e outras pessoas estavam em uma confraternização do moto clube da cidade, onde todos ingeriam bebida alcoólica. Em um determinado momento, o capitão teria entrado em desavença com um colega, identificado com D.B., a quem teria agredido e ameaçado: “Se te pego na rua, está f*”.

Posteriormente, o soldado foi até a conveniência do posto onde comprou um salgado e uma cerveja. D.B., que também estava no local, teria sido agredido novamente pelo capitão, com tapas na nuca. D.B. saiu da conveniência, momento em que Cirano teria ordenado que o soldado sentasse com ele na mesma mesa.

 

A partir desse momento, as agressões verbais e as injúrias teriam se iniciado. Conforme boletim de ocorrência, o capitão teria dito que a esposa do soldado o estaria traindo, chegando a frisar que todos os militares do pelotão já teriam “comido” ela e que o filho recém-nascido não seria do soldado, falando que ele deveria fazer um teste de DNA.

O soldado, então, teria pedido respeito à sua família e disse que iria embora a pé, entretanto Cirano teria passado a atacá-lo, ordenando que ele “se colocasse no seu lugar de soldado”, em tom ameaçador, chamando-o de “bosta”, “corno”, “negro” e ordenando que o soldado sentasse no chão. O soldado obedeceu e questionou o porquê daquilo, ao que o capitão teria dito: “cachorro e preto senta no chão”.

Em seguida, o soldado se levantou, pegou o celular para filmar a situação, ao que o capitão o atacou com uma “gravata”, tomou o celular do soldado e o quebrou o aparelho ao meio, com as próprias mãos.

O que diz a PM

A Corregedoria Geral da Polícia Militar recebeu a comunicação da conduta do comandante e encaminhou um representante à cidade a fim de adotar as providências necessárias referente ao caso.

Já a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros (ACS-MT) emitiu uma nota de repúdio ante a ação de preconceito e discriminação por parte do capitão Cirano Ribas de Paula Rodrigues. Além disso, disse se solidarizar e que dedica total apoio na defesa do soldado, destacando que disponibilizou a equipe jurídica para acompanhar as vítimas desde o início.

 

Fonte: RD News/Cecília Nobre

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