Artigo: Regente de um Canto Indigesto. Por Luiz Macedo Junior

Na barriga dessa pátria mãe gentil, cujo ventre da corrupção deveria ser estéril, mas vai parindo a cada dia novos vermes corruptos que desfilam seu sarcasmo e suas mentiras logo de manha me dando bom dia, como ave de mal agouro, num bom dia Brasil.

O semblante de quem dá a noticia não muda mais. Chico fala como quem já está calejado, decepcionado ao ponto de apenas balançar a cabeça e ter que dizer: a Policia federal está fazendo buscas na casa do politico ‘’Tal’’, ou outro politico ‘‘Tal’’ foi indiciado, ou o empresário ‘’Tal’’, foi preso…

E com essas notícias soprada nos autos de minha televisão, eu desperto de vez e minha turva visão, me faz sentir acorrentado e impotente assistindo da geral esse desfile de hipócritas e desalmados larápios.

Pobre meu país cujo carnaval de dinheiro desfila nos bolsos, bolsas, malas, caixas, contas etc…

Tudo assim sem dono como cachorros sem coleiras de identificação, como carta enviada tendo um fantasma como remetente.

Vergonha que nem faz o semblante desses corruptos mudarem quando mentem, quando se dizem inocentes mesmo sobre juramentos ou sendo apanhados com a arma na mão, e ainda fumegando diante de cidadãos que agonizam, caídos pelo disparo(… ) que sofrem, que morrem pela falta desses milhões que financia a vergonha.

A raiva então toma conta de mim, explode a ponto de ajoelhado, fazer um pedido Inaceitável, inalcançável, ao Pai Eterno…’’ Daí me o poder Senhor de por cinco minutos apenas poder comandar esse País e colocar toda essa corja de covardes e ladrões diante de um pelotão de fuzilamento formado por quem sofre pela dor da falta de hospital, estradas, escolas, emprego…comida etc…, e como quem rege uma orquestra, dizer ‘’Fogo”.

Depois ensandecido ser acometido de uma gargalhada enquanto eles sangram e agonizam com seus olhos marejados pelas mesmas lagrimas que derramamos sentindo as esporas de seus desvios sangrando nossas costas, dia após dia…

Benzo-me, mesmo sabendo que pequei em pensamento (…) não me arrependo e esse seria um pecado que eu pagaria sorrindo…

Mas é sol lá fora, e o dever do serviço me chama e assim caminho pela rua, como o rapaz latino americano de Belchior ou como Caetano, ‘’…Nada no bolso ou na mão..’’ Embora quisesse ter os canhões de Navarone…
Volto a minha infância e me pergunto será que esses políticos são filhos de chocadeiras?, será que nunca tiveram um pai ou uma mãe que os ensinou que mentir é feio que roubar é crime?

A não deve ter mesmo! Mas a’’ lei te persegue bandido infeliz com seus olhos de raio x’’
E eis que lá de Curitiba surge aquele que Gil previu…’’quem sabe super-homem venha nos restituir a gloria mudando como um Deus o rumo da historia…’’

E vai enchendo as cadeias com essa raça sem distinção de cargo ou poder, pelo menos isso serve de acalanto as minhas lagrimas e agarrado a esse fio de esperança encho meu peito, grito como Tarzan, e sigo em frente para mais um dia de batalha pela sobrevivência nesse ‘’meu bumba meu boi sem capitão”.

Mas uma buzina quebra meu estado inconsciente e sonhador devolvendo meus passos a dura realidade que temos que enfrentar para se manter como um bêbado ou um equilibrista nessa corda bamba de um País cujo os coliformes fecais temperam as línguas dessas serpentes batizadas de políticos.

E o bote do seu veneno vai envenenando minhas veias a ponto de querer fazer justiça com as próprias mãos, de fazer aquele pedido a Deus… De desejar a morte do semelhante da puta que pariu… Meu não …

E amanha pela manha como cantou Elis… O que algum tempo era jovem e novo hoje é antigo… Sim antigo, pois, é só nos atentarmos que no noticiário da manha novas prisões, novos cercos, novas buscas alimentarão nosso assunto por outro dia, e nosso ódio da impotência de termos assinado com nosso voto o cheque em branco, que eles preencheram com nossa humilhação… Moro neles.

Luiz Macedo Junior para o Porto Noticias

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