Brasil tem mais de 30 mil pacientes em lista de espera para transplante

Associação Brasileira de Transplante de Órgãos divulgou dados de janeiro a junho de 2018.

O Brasil tem 32.716 pacientes cadastrados em lista de espera para um transplante dos seguintes órgãos: rim, fígado, coração, pulmão, pâncreas e córnea. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (23) pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

A maioria aguarda pela doação de um rim: 21.962. Mais da metade desses pacientes está em São Paulo (veja dados por estado abaixo). O segundo órgão com maior demanda é a córnea, com 8.574 pacientes na lista de espera.

Para receber um órgão, a pessoa precisa estar inscrita em uma lista de espera monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes. O que determina a compatibilidade é o tipo sanguíneo, a dosagem de algumas substâncias colhidas no exame de sangue e características físicas.

Segundo a ABTO, destes mais de 30 mil pacientes na lista de espera, 15.593 ingressaram no primeiro semestre de 2018 e 1.286 morreram neste período. No caso das mais de 21 mil pessoas que aguardam um rim, 5.493 passaram a esperar entre janeiro e junho deste ano e 728 não sobreviveram.

Quem pode doar? Todos nós podemos ser doadores de órgãos. Pessoas menores de 21 anos precisam de autorização dos responsáveis. O mais importante é comunicar a família.

Coração e pulmão

O primeiro transplante de coração fez “aniversário” de 50 anos neste ano. Em 2017, foram 380 cirurgias do tipo no Brasil. Em 2018, 189 pessoas conseguiram um “novo coração”. De acordo com a ABTO, 232 aguardam na lista de espera para a cirurgia.

O coração é um órgão sensível e não é simples de ser transplantado. Ele precisa ser retirado e implantado em até quatro horas e depende de uma morte específica do doador.

No caso do transplante de pulmão, a lista de espera é de 177 pessoas. Apenas cinco estados apresentaram dados sobre os pacientes que aguardam pelo órgão: Bahia, Ceará, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Isso acontece porque os centros de saúde dos estados ainda estão se especializando no processo, ou sofrem dificuldades para implantar sistemas adequados para a cirurgia. O Paraná, por exemplo, fez o primeiro transplante de pulmão em um hospital credenciado pelo SUS em fevereiro deste ano.

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