Oposição fez 3 gols contra e favoreceu crescimento de Lula, avalia Nilson Leitão

O ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB) avalia que os oposicionistas ao Governo Lula (PT) cometeram três erros que deram fôlego ao presidente da República, que viu seus índices de aprovação crescerem nos últimos meses. Ex-líder da oposição durante os governos petistas, afirma também que a divisão das lideranças da direita favorece o chefe do Palácio do Planalto, que deve buscar o quarto mandato não consecutivo à frente da República.
“O Lula fez três gols seguidos sem passar do meio de campo. Os gols foram feitos todos pelos adversários, ou seja, a oposição fez três gols contra: no comportamento do IOF, no comportamento do tarifaço — foi um erro a forma, na minha opinião, e não sou eu quem está dizendo, é a pesquisa — e depois naquela tentativa de aprovar a lei da impunidade parlamentar dentro do Congresso Nacional. Foram três tiros, três gols contra. Eu sou contra essa lei [a PEC da Impunidade]; aliás, eu tenho uma PEC que reduz a quantidade de parlamentares no Brasil, e é um absurdo, na minha opinião, neste momento, o parlamentar querer desenterrar, voltar com uma regra para se proteger de um processo judicial”, disse Leitão em visita ao Grupo
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Presidente do Instituto Pensar Agro e consultor da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Leitão ressalta que o setor realiza pesquisas semanais e identificou esse crescimento de popularidade, que começou em junho e “estacionou” em setembro, conforme pesquisa da Quaest. Segundo os dados divulgados no último dia 08, a aprovação da administração federal chegou ao melhor patamar de 2025, com 48% dos entrevistados dizendo aprovar o terceiro mandato do petista. Outros 49% desaprovam. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, há um empate técnico.
Leitão, que deve deixar o PSDB para disputar uma vaga na Câmara Federal por um partido de centro — PP, União Brasil ou Podemos — entende que é importante a direita se reorganizar. Ele ressalta, porém, que o cenário ainda é incerto. “Ronaldo Caiado acha que têm de sair três, quatro candidatos desse centro e dessa direita e se encontrar no segundo turno. Essa é a tese dele. Por outro lado, se o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se colocar como candidato, essa tese vai por terra e ele se torna o candidato desse grupo. Se ele não sair, muito provavelmente o [Gilberto] Kassab, do PSD, vai lançar o Ratinho Júnior, governador do Paraná, e o Ronaldo Caiado vai disputar ou pela União Progressista ou por outro partido”, cogita Leitão.
Perguntado se a saída de Jair Bolsonaro (PL) da lista de pré-candidatos favorece Lula, Leitão avalia que não é possível saber como o eleitorado irá se comportar. O tucano lembra que, para Bolsonaro, em 2022, Lula era o adversário ideal, mas acabou sendo derrotado. “O Bolsonaro errou no tiro; não sei se o Lula pode errar”, prospecta, numa referência a uma eventual disputa contra alguém do clã Bolsonaro.
Fonte: Patrícia Sanches/RD News





