Presidente da Assembléia admite por pedido de afastamento de Taques em votação

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Eduardo Botelho (DEM), afirmou que deve tomar sua decisão acerca do pedido de afastamento do governador Pedro Taques (PSDB) antes da sessão ordinária de amanhã, terça-feira (6). Em entrevista ao programa Resumo do Dia, Botelho afirmou que ainda não teve tempo de ler todo o parecer favorável emitido pela Procuradoria Geral da Casa por ser muito extenso.

De acordo com o regimento interno, agora que a Procuradoria já deu o parecer favorável ao pedido feito pela deputada Janaína Riva (MDB), líder da oposição, cabe a Eduardo Botelho analisar o pedido de decidir se encaminha o prosseguimento ou não do pedido. A ele, como presidente, não cabe decidir se afasta ou não o governador, mas apenas se remete ou não ao plenário o pedido feito pela deputada.

Contudo, de qualquer forma, o presidente afirmou na entrevista que pretende colocar sua decisão para seus colegas de parlamento qualquer que seja a decisão tomada.

Apesar do pedido já ter recebido parecer favorável, o presidente da Assembleia avaliou que um possível afastamento a essa altura, faltando pouco menos de dois meses para o fim do mandato, só aumentaria os problemas de Mato Grosso. “Só depois de ler todo o parecer vou tomar uma decisão, será antes da sessão de terça-feira. Vou chamar os membros da Mesa Diretora para apreciar a decisão. De qualquer forma vou levar pro plenário a decisão. É um momento delicado, é final de mandato. Eu acho que isso cria mais problemas do que solução, mas vou colocar isso junto com eles e vou levar pro plenário”, explicou.

Por fim, Botelho deixou claro que existem grandes chances de o pedido ser arquivado.

O presidente da Assembleia Legislativa é o próximo na linha sucessória no comando do Estado.

De regra, o vice-governador deveria ser o próximo a assumir a gestão num possível afastamento do governador. Porém, no dia 5 de abril deste ano, o vice-governador Carlos Fávaro renunciou ao seu mandato, entregou a pasta que comandava, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), e se tornou oposição ao atual governo.

Assim, Botelho se tornou o próximo na linha sucessória.

O pedido de afastamento foi feito pela deputada Janaína Riva no último dia 23 de outubro. Como fundamento, ela citou a colaboração premiada do empresário Alan Malouf, que delatou à Procuradoria-Geral da República (PGR) detalhes sobre supostos esquemas de corrupção praticados durante o atual governo.

Caso o pedidod seja acatado pelo colegiado de deputados, uma comissão será criada para analisar as acusações contra o governador. Esta comissão é formada por 5 membros da Assembleia e 5 membros do Tribunal de Justiça. Esta comissão será responsável por analisar os crimes atribuídos ao governador e, caso a denúncia seja procedente, indicar até a cassação do mandato.

Fonte :

Folha Max/Tarley Carvalho

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