Identificado piloto que incendiou avião em Juara e morreu em confronto com o Gefron
Foi identificado como Elias Camargo da Cruz, o piloto de 39 anos, que morreu na manhã de sábado (24 de outubro), após um confronto com policiais do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), na região da Fazenda Monte Azul, zona rural de Juara. O suspeito pilotava uma aeronave utilizada no tráfico internacional de drogas, que foi interceptada pela Força Aérea Brasileira (FAB) na sexta-feira (23).
A ocorrência começou quando um avião de pequeno porte, modelo Cessna, de cor branca, foi identificado sobrevoando irregularmente o território brasileiro, após entrar no país vindo da Bolívia. A aeronave não possuía plano de voo e estava com a matrícula não identificada.
Durante a operação, um avião-radar E-99 da FAB detectou a aeronave suspeita, e um caça A-29 Super Tucano foi acionado para realizar a interceptação. Ao perceber a aproximação da aeronave militar, o piloto realizou um pouso forçado em uma pista na Fazenda Monte Azul, onde teria incendiado o próprio avião antes de fugir para uma área de mata.
Equipes do Gefron foram mobilizadas e iniciaram buscas pelo suspeito, que se estenderam durante toda a noite de sexta-feira.
Por volta das 6h30 de sábado, os policiais localizaram o homem escondido na vegetação. Conforme o boletim de ocorrência, durante a tentativa de abordagem, o piloto teria reagido às ordens policiais e efetuado um disparo de arma de fogo contra os agentes.
Diante da situação, os militares revidaram, atingindo o suspeito, que ainda foi levado ao Hospital em Juara mas não resistiu.
Com o piloto, os policiais apreenderam uma pistola calibre .22, da marca Bersa, além de 16 munições intactas.
A perícia realizada nos destroços do avião confirmou a presença de entorpecentes na aeronave. Entretanto, devido à destruição provocada pelo incêndio, não foi possível determinar a quantidade de drogas transportadas.
O corpo de Elias Camargo da Cruz foi encaminhado para exames periciais. A PF vai confrontar a arma que estava em posse do piloto com os projéteis e com as armas dos agentes do Gefron envolvidos na troca de tiros, um procedimento padrão para atestar a legítima defesa da equipe policial na resposta aos disparos.
De acordo com Relatório da ANAC, Elias respondia a processo de auto de infração em seu desfavor por ter se utilizado de horas de voo irregulares para concessão de sua habilitação PAGA (piloto agrícola avião). No processo consta que foram realizados supostos 11 (onze) voos sob a aeronave PP-GEP, para os quais não foram encontradas correspondência com o Diário de Bordo da citada aeronave.
Fonte: Porto Noticias


