O caso que chocou Juara recentemente, ultrapassou as fronteiras do Estado e ganhou repercussão em todo o país após o desdobramento envolvendo a principal investigada, uma mulher identificada como Regina de 27 anos que havia confessado à Polícia Civil ter matado a própria filha – uma criança de apenas 1 ano e 8 meses-, ter sido encontrada morta dentro da cela da Delegacia de Polícia Civil de Juara, onde estava presa preventivamente.
A história foi destaque em portais de notícias, telejornais, programas policiais e amplamente compartilhada nas redes sociais entre internautas de diferentes regiões do Brasil.
A investigação teve início após o pai da criança ingressar na Justiça para regulamentar visitas e solicitar informações sobre o paradeiro do filho. Durante as diligências, a mãe apresentou diferentes versões para explicar o desaparecimento da criança. Posteriormente, acompanhada por seu advogado, ela confessou ter matado o menino e relatou que teria enterrado o corpo em uma propriedade rural localizada no município de Juara.
Após a confissão, equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) iniciaram buscas na área indicada. Até o momento, os restos mortais da criança ainda não foram oficialmente localizados, e as investigações continuam.
Depois da prisão preventiva, a mulher foi encontrada morta dentro da cela onde permanecia custodiada. Conforme informações que foram divulgadas pelas autoridades, a principal hipótese investigada é de suicídio, mas a Polícia Civil instaurou procedimento específico para esclarecer todas as circunstâncias da morte.
Poucos dias depois da morte da investigada, o advogado de defesa dela, Deyvid Delbom, revelou a imprensa de Juara que antes de tirar a própria vida, Regina teria confessado a ele que a filha ainda estaria viva, e que na verdade não teria sido assassinado por ela. “Quem sabe ela não confessou algo que não fez, por estar com o psicológico abalado?”, expos o advogado, lançando duvida sobre a confissão de sua cliente perante a autoridade policial.
Repercussão em todo o Brasil
O desaparecimento da criança, a confissão da mãe, a tentativa de localização do corpo e, posteriormente, a morte da investigada dentro da delegacia — despertou interesse da imprensa nacional.
O caso passou a ocupar espaço em portais de notícias de abrangência nacional, além de programas especializados em segurança pública, tornando-se um dos temas mais comentados nas redes sociais. Internautas manifestaram indignação diante da morte da criança, solidariedade aos familiares e preocupação com o fato de a principal investigada ter morrido antes da conclusão do inquérito.
Especialistas em segurança pública ouvidos por diferentes veículos destacaram que mortes de presos sob custódia do Estado exigem investigação independente, com perícia e apuração rigorosa, para esclarecer completamente as circunstâncias do ocorrido.
Em Juara, o caso causou comoção entre moradores. O desaparecimento da criança, foi mantido em segredo por cerca de dois anos, até a confissão da mãe.
Mesmo após a morte da investigada, o trabalho policial continua com objetivo de localizar os restos mortais da criança, confirmar a versão dos fatos narrados em depoimento por ela e concluir o inquérito com base em provas técnicas e periciais. Outra investigação vai apurar as circunstâncias da morte da mulher dentro da unidade policial, conforme prevê a legislação para ocorrências registradas sob custódia do Estado.
Fonte: Porto Noticias




