Tabaporã

Mulher morre após esperar mais de um ano por remédio enquanto prefeitura de Tabaporã recorria da Justiça

A moradora de Tabaporã, Clarice Dias da Cruz, morreu nesta quarta-feira (25), após mais de um ano aguardando que o poder público fornecesse o medicamento essencial ao seu tratamento. Mesmo com decisão judicial favorável, o Município recorreu, prolongando ainda mais a espera.

Documentos do próprio processo mostram que a Justiça havia determinado o fornecimento do medicamento em prazo curto, sob pena de bloqueio judicial. Ainda assim, a Prefeitura optou por questionar a decisão, alegando questões administrativas e de competência entre os entes públicos.

Enquanto o debate jurídico se arrastava, Clarice seguia sem acesso ao tratamento. O desfecho veio de forma trágica: morreu antes que o medicamento fosse disponibilizado.

O caso levanta críticas diretas à condução da saúde pública no município. O prefeito Carlão Borchardt tem destacado, em diversas ocasiões, economia de recursos e saldo positivo nas contas públicas. No entanto, a situação expõe um contraste duro: a existência de recursos não impediu que uma vida fosse perdida por falta de acesso a um medicamento.

Mais do que uma discussão técnica sobre responsabilidade entre Município, Estado ou União, o episódio escancara uma questão central: o tempo da burocracia não pode ser maior que o tempo da vida.

Agora, o caso deve ganhar novos desdobramentos, com possível responsabilização dos envolvidos e questionamentos sobre a prioridade dada à saúde pública em Tabaporã.

Fonte: Pauta Livre MT/Cleber Romero 

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