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Prefeitura de Tabaporã emite nota negando responsabilidade em morte de mulher que aguardava medicamento

A Prefeitura de Tabaporã se manifestou oficialmente após a repercussão da morte da moradora Clarice Dias da Cruz, ocorrida na quarta-feira (25), enquanto ela aguardava o fornecimento de um medicamento necessário para seu tratamento. Em nota publicada nas redes sociais, o município negou responsabilidade pelo óbito.

O caso ganhou destaque após reportagem anterior (Veja aqui) apontar que, mesmo diante de decisão judicial favorável à paciente, a gestão do prefeito Carlão Borchardt (PL) recorreu da determinação, o que teria prolongado o tempo de espera. A Justiça havia estipulado prazo curto para o fornecimento do medicamento, sob pena de bloqueio de valores, mas a prefeitura optou por contestar a decisão, alegando que a competência para disponibilização do remédio seria do Estado de Mato Grosso.

Após o falecimento, a administração municipal divulgou nova nota nesta quinta-feira (26), apresentando sua versão dos fatos. Entre os pontos destacados, a prefeitura contestou a informação de que a paciente aguardava o medicamento há mais de um ano, afirmando que a decisão judicial determinando o fornecimento foi expedida em 18 de fevereiro de 2026.

O município também alegou que o medicamento solicitado é de alto custo e não integra a lista do Sistema Único de Saúde (SUS). Por esse motivo, informou que requereu à Justiça que a responsabilidade pelo fornecimento fosse direcionada ao governo estadual.

Em relação à causa da morte, a prefeitura afirmou que Clarice faleceu em decorrência de insuficiência respiratória associada à pneumonia, e não pela ausência do medicamento. A nota diz ainda que a paciente havia sido fumante durante parte da vida e que o remédio, segundo o município, não teria efeito curativo, atuando apenas no controle da imunidade.

Fonte: Porto Noticias

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