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Caciques do Xingu repudiam escolha de simpatizante de Bolsonaro para ir à ONU

convite feito à indígena Ysani Kalapalo pela comitiva do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para que acompanhe a comitiva que participará da Assembleia-Geral da ONU, nesta segunda (23), foi repudiado por 16 lideranças de povos indígenas que habitam o Xingu, em Mato Grosso.

Ysani Kalapalo é defensora do discurso de Bolsonaro e diz que existem notícias falsas sobre as queimadas na Amazônia. Na ONU, a indígena acompanhará o presidente durante o discurso, no qual o chefe do Poder Executivo vai dar sua versão sobre as queimadas.

Em uma carta de repúdio, as lideranças alegaram que o governo brasileiro mais uma vez demonstra desrespeito com os povos indígenas e a autonomia de decisão na indicação de seus representantes em eventos nacionais e internacionais.

“O governo brasileiro ofende as lideranças indígenas do Xingu e do Brasil ao dar destaque a uma indígena que vem atuando constantemente em redes sociais com objetivo único de ofender e desmoralizar as lideranças e o movimento indígena do Brasil”, diz a carta.

Os caciques apontam que Bolsonaro ataca os povos indígenas e agora quer legitimar a política anti-indígena usando uma figura simpatizante de suas ideologias radicais com a intenção de “convencer a comunidade internacional de sua política colonialista e etnocida”.

“Não aceitamos e nunca aceitaremos que o governo brasileiro indique por conta própria nossa representação indígena sem nos consultar através de nossas organizações e lideranças reconhecidos e respaldados por nós”, pontuam.

Assinaram a carta, os caciques das etnias Kalapalo, Yawalapiti, Kuikuro, Kamaiurá, Wauja, Nafukua, Matipu, Aweti, Mehinako, Trumai, Ikpeng, Kisedje, Yudja, Kawaiwete, que compõe a Associação Terra Indígena Xingu (ATIX).

 

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