Wellington Fagundes processa ex-prefeito de Juara que o acusou de cobrar propina de emendas
O senador Wellington Fagundes, candidato a governador pelo PL, representou o ex-prefeito de Juara, Priminho Riva, por divulgação de fatos sabidamente inverídicos ao denunciar suposta propina que o parlamentar teria cobrado, há mais de 20 anos, há mais de 20 anos.
As declarações de Priminho foram feitas em entrevista ao site Olhar Direto e Midia News.
Segundo a ação movida por WF, as declarações de Priminho ultrapassaram a crítica política e se caracterizaram como acusação de prática de crime sem provas.
“A transcrição retira o caso do campo da opinião política. O Primeiro Representado emprega o verbo extorquir para nomear a conduta do candidato, fixa o percentual em 20% (vinte por cento), descreve a forma de pagamento e indica o destinatário do depósito, um assessor referido apenas por essa condição, e ainda alarga a imputação a terceiros ao afirmar, por duas vezes, que o mesmo era feito com outros prefeitos”
Wellington destacou, além da extemporaneidade, que Priminho não apresentou elementos mínimos na grave denúncia que fez.
“Nenhuma dessas afirmações vem acompanhada de elemento verificável. Não há data, número de emenda, valor, nome do assessor, identificação de conta bancária, ofício, recibo ou testemunha. A narrativa se apoia na notícia de que teria havido uma oportunidade em que o candidato assim agiu, sem que o entrevistado situe o episódio no tempo ou o vincule a qualquer documento, ainda que descreva a origem do recurso e a destinação da obra com detalhe”
Denúncia eleitoreira
Wellington Fagundes sustenta que o próprio ex-prefeito admitiu, na entrevistra que concedeu, ter feito a denúncia 22 anos após seu mandato de prefeito em razão de que a eleição do candidato do PL ao Governo “seria uma tragédia”.
“A finalidade da declaração está enunciada por ele mesmo. A fala abre com a recusa de apoio ao candidato, repetida três vezes na primeira frase, e prossegue com a afirmação
de que sua eleição seria uma tragédia para Mato Grosso. O que se colhe do vídeo é discurso de convencimento eleitoral construído sobre imputação criminal, e não relato dirigido à apuração de ilícito”
Além do ex-prefeito, os dois veículos que veicularam as acusações também foram representados.
“A forma das publicações digitais merece atenção. Nenhuma das duas empresas se limitou a informar que alguém formulara uma acusação. Ambas selecionaram o recorte do vídeo, produziram a arte, redigiram a tarja e escolheram as expressões taxa parlamentar, cobrar 20% e extorquir, de modo que o material chega ao eleitor como afirmação de fato consumado, e não como relato de versão unilateral”
A representação foi distribuída à juíza Glenda Moreira Borges, auxiliar da propaganda do TRE-MT. Ainda não há decisão no processo.
Fonte: Isso É Notícia


