Janaina propõe ampliar Ciopaer e destinar bens apreendidos às forças de segurança de Mato Grosso
A candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) defendeu a ampliação do número de unidades do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) em Mato Grosso e mudanças na distribuição dos bens apreendidos em operações policiais. As propostas foram apresentadas durante agendas em Cuiabá e Várzea Grande, na noite de terça-feira (8).
Janaina afirmou que a reivindicação pela instalação de uma unidade do Ciopaer em Sinop, no Norte do Estado, reforça a necessidade de ampliar a cobertura aérea da segurança pública para outras regiões de Mato Grosso.
“Viajei por Mato Grosso e estive em Sinop, e eu vi uma defesa para que lá também tivesse uma Ciopaer. É um desejo do povo”, afirmou.
A candidata defendeu estudos para viabilizar novas unidades em diferentes regiões. Segundo ela, a ampliação da estrutura permitiria respostas mais rápidas em casos de desaparecimentos, incêndios e outras emergências.
“É justo um estado rico como Mato Grosso promover um estudo para a gente poder viabilizar mais unidades de proteção. A gente sabe a diferença que faz quando tem um ente desaparecido e vários outros problemas que precisam de um acompanhamento da segurança com urgência”, pontuou.
Janaina também defendeu mudanças na distribuição dos bens apreendidos em operações policiais. A proposta é permitir que recursos e patrimônios provenientes de apreensões realizadas pelas forças estaduais também sejam revertidos às polícias de Mato Grosso.
Segundo a candidata, delegados a procuraram para discutir o assunto. Ela defendeu uma divisão dos recursos obtidos com apreensões de drogas, veículos, embarcações e imóveis.
A minha briga mesmo é pelo RGA retroativo, porque eu vejo, eu tenho vários amigos que são servidores que estão diretamente impactados por esses 18, 20% de defasagem salarial, afirma Janaina
“Isso não se compartilha para os estados, é mais uma perda que os servidores da segurança pública estaduais têm. Se apreender veículo, apreender barco, apreender bens, imóveis, tudo fica para a Polícia Federal. Então é uma discussão que a gente vai fazer também para ter justiça na distribuição desses recursos”, destacou.
A valorização dos profissionais da segurança pública também entrou na pauta. Janaina afirmou que pretende levar ao Senado a discussão sobre a reforma administrativa e atuar contra medidas que, segundo ela, possam representar perda de direitos para os servidores.
Entre as reivindicações citadas estão o pagamento retroativo da Revisão Geral Anual (RGA), aposentadoria especial e implantação do auxílio-saúde.
“A minha briga mesmo é pelo RGA retroativo, porque eu vejo, eu tenho vários amigos que são servidores que estão diretamente impactados por esses 18, 20% de defasagem salarial. Isso impacta para qualquer um. Imagine para o servidor que ganha 6, 7, 8 mil reais que está lá na ponta, o quanto isso faz falta no dia a dia”, afirmou.
Janaina disse ainda que pretende atuar no Senado em defesa dos profissionais da segurança pública e enfrentar propostas do governo federal que considere prejudiciais à categoria.
“Nós sabemos que na última reforma que tivemos, chamada de reforma trabalhista, já houve uma perda para os servidores da segurança e podem ter certeza que eu estarei lá para defendê-los. Para defender aquele que está lá na ponta, que está atuando, colocando a sua vida em risco, expondo a sua família a esses riscos”, declarou.
“Lá no Senado vocês têm meu compromisso. Com a pauta de defesa do funcionalismo público, com a pauta da segurança pública, nós vamos lutar lado a lado”, acrescentou.
Ciclo de prisão e soltura
Durante evento em Várzea Grande, Janaina também criticou o que classificou como um ciclo de prisão e soltura de criminosos e afirmou que a situação afeta o trabalho das forças policiais.
“Nos incomoda esse prende e solta, onde o criminoso dois dias depois está na rua. Prende de novo, cinco dias depois está na rua. A polícia se desmotiva a prender, porque não aguenta mais”, afirmou.
Para a candidata, cabe ao Congresso Nacional promover mudanças na legislação penal para endurecer o combate à criminalidade. Ela argumentou que a responsabilidade pelo problema não deve ser atribuída apenas às decisões judiciais e cobrou mudanças na legislação.
“Isso é omissão do Congresso, porque quem faz as leis somos nós. A culpa não é do juiz que solta, não. A culpa é do legislador que não faz uma lei que proteja a população”, declarou.
Redação


