Barrado na convenção Jayme deve abrir dialogo para decidir quem apoiará ao governo
Os irmãos Jayme e Júlio Campos vão esperar a ressaca das convenções passar antes de definir os próximos passos. A expectativa é de que os dois se reúnam na segunda-feira (3) para decidir se vão declarar apoio a algum candidato ao Palácio Paiaguás ou se permanecerão neutros na disputa.
Jayme ainda demonstra ressentimento com o que classifica como uma traição do grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), que lhe impôs uma dura derrota durante as convenções partidárias. “Eu não faço política assim, usando instrumentos, ferramentas que muitas vezes não é o ideal do campo democrático. Vou respeitar [convenção], evidentemente, como também tem que me respeitar a minha decisão e o caminho que eu vou tomar”.
Presidente estadual da sigla, Mauro comandou uma forte articulação para barrar a candidatura do senador ao governo e conduzir o União Brasil ao palanque do governador Otaviano Pivetta, que buscará à reeleição. Nos últimos dias, porém, Pivetta tem buscado uma reaproximação com Jayme.
Outro que pretende conversar com o senador é o presidente estadual do PSD, Carlos Fávaro, em busca de apoio para a candidatura de Natasha Slhessarenko (PSD).
Amigo de longa data de Jayme, o senador Wellington Fagundes (PL), também candidato ao Governo do Estado, deve se reunir com o colega nos próximos dias. Durante a convenção, inclusive, militantes ligados aos Campos chegaram a defender publicamente o apoio a Wellington, em reação ao que classificaram como uma traição dentro do União Brasil.
Tentativa de candidatura ao governo
Jayme Campos tentou transformar a convenção do União Brasil ocorrida na quinta-feira dia 30, em um ato de consolidação de sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso. A aposta, no entanto, não resistiu à votação interna do partido. Cantou vitória antes da hora.
Depois de cinco horas de votação, o União Brasil rejeitou a candidatura própria e abriu caminho para apoiar o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Palácio Paiaguás. O placar foi de 30 votos favoráveis à aliança com Pivetta, contra 19 que defenderam o nome de Jayme. Houve ainda um voto nulo e uma abstenção.
Fonte: redação com RD News


