Mulher presa por confessar morte da própria filha é encontrada morta em cela da Delegacia de Juara
Uma mulher presa preventivamente após confessar à Polícia Judiciária Civil de Juara que matou a própria filha, uma bebê de 1 ano e 8 meses, foi encontrada morta dentro da cela da Delegacia, onde permanecia custodiada na ultima sexta-feira (17/07). Apesar da confissão, o corpo da criança ainda não foi localizado, e as buscas seguem em andamento.
Segundo o delegado Carlos Henrique, o caso começou a ser investigado após o Poder Judiciário comunicar a Polícia Civil sobre uma situação descoberta durante a tramitação de uma ação de prestação de alimentos e regulamentação de visitas proposta pelo pai da criança.
O homem buscava não apenas cumprir com a obrigação de prestar alimentos, mas também exercer o direito de convivência com a filha. Durante o andamento do processo, foi constatado que a menina não era vista havia aproximadamente dois anos.
Ao ser questionada pela Justiça sobre o paradeiro da criança, a mãe não apresentou uma resposta convincente. Familiares próximos também não souberam informar onde a menina estava, fato que levou ao acionamento da Polícia Civil e à instauração de um inquérito para apurar o desaparecimento.
Na última terça-feira (14), a mulher compareceu à Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos. Inicialmente, afirmou que teria entregue a filha para adoção a uma mulher desconhecida, supostamente moradora da cidade de Campinas, no interior de São Paulo, no início de 2024.
Entretanto, conforme explicou o Dr. Carlos Henrique, uma rápida verificação das informações revelou inconsistências na versão apresentada.
Diante das contradições, novas entrevistas foram realizadas, sempre com a presença do advogado da investigada. Durante essas oitivas, ela mudou o depoimento e confessou inicialmente que havia enterrado o corpo da filha em uma cova rasa nos fundos do sítio onde morava com a família, em Juara.
Posteriormente, durante o interrogatório formal, a mulher também declarou que, antes do enterro, teria matado a criança por asfixia utilizando um saco plástico preto.
Segundo a investigação, a menina tinha apenas 1 ano e 8 meses de idade quando morreu e estaria enterrada no local indicado há cerca de 26 meses.
Desde quarta-feira, equipes da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizam escavações na propriedade apontada pela investigada.
Os trabalhos, no entanto, são dificultados porque o terreno é composto por mata, áreas alagadiças e solo pantanoso. Além disso, a mulher não conseguiu indicar com precisão o ponto exato onde teria enterrado a criança, chegando a apresentar locais diferentes durante as buscas.
Até o momento, os restos mortais da bebê ainda não foram encontrados.
Mesmo assim, o delegado afirmou que os elementos reunidos durante a investigação indicam que a versão apresentada pela investigada sobre o enterro possui verossimilhança, motivo pelo qual as diligências continuam.
Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva da suspeita. O pedido foi acolhido pelo Poder Judiciário, após manifestação favorável do Ministério Público.
Na tarde de sexta-feira, enquanto ainda estava custodiada, policiais foram até a cela onde ela permanecia para dar continuidade aos procedimentos da investigação, quando ela foi encontrada sem vida. Ela teria tirado a própria vida por enforcamento, utilizando um cobertor que havia recebido para seu conforto durante o período de custódia.
Apesar da morte da investigada, o inquérito policial continuará em andamento. A principal prioridade da Polícia Civil é localizar os restos mortais da criança para esclarecer completamente o caso.
Fonte: Redação/com TV Amplitude Juara



