Mato Grosso

Policial civil é preso por estupro de detenta em delegacia de Sorriso

O policial civil Manoel Batista da Silva, de 53 anos, foi preso preventivamente na manhã deste domingo (1º), suspeito de estuprar uma mulher que estava custodiada na Delegacia de Polícia Civil de Sorriso, a 420 km ao norte de Cuiabá. O caso veio à tona após a própria detenta denunciar o abuso sexual cometido dentro da unidade policial.

A investigação foi conduzida pelo Núcleo de Atendimento à Mulher, Adolescente e Criança de Sorriso, sob responsabilidade da delegada Laísa Crisóstomo de Paula Leal. Segundo ela, após a denúncia, a vítima foi ouvida e passou por coleta de material genético, procedimento que possibilitou a identificação do autor do crime.

De acordo com a delegada, o material genético encontrado na vítima foi confrontado com o DNA de todos os policiais que estavam de plantão no dia do ocorrido. O exame apontou compatibilidade com o investigado. “Infelizmente, um dos policiais testou positivo. O resultado confirmou a presença de DNA masculino compatível com o dele no material coletado”, explicou.

Prisão preventiva e apreensões

Com a conclusão do laudo pericial, finalizado na sexta-feira (30), a delegada representou à Justiça pela prisão preventiva do policial e por mandado de busca e apreensão. As ordens judiciais foram deferidas e cumpridas na manhã de domingo.

Durante a ação, foram apreendidos armamento, algemas e outros equipamentos pertencentes à Polícia Civil que estavam sob posse do investigado. Manoel Batista da Silva permanece preso e deverá passar por audiência de custódia.

A delegada destacou que a instituição não tolera condutas criminosas, independentemente do cargo ocupado. “É um momento extremamente triste para a Polícia Civil. Isso fere a imagem da instituição, mas não vamos acobertar qualquer ilegalidade. Se for necessário ‘cortar na própria carne’, isso será feito”, afirmou.

Outras vítimas e novas investigações

Após a prisão, outras mulheres passaram a procurar as autoridades relatando que também teriam sido vítimas de abusos cometidos pelo mesmo policial dentro da delegacia. Todos os relatos estão sendo apurados sob sigilo absoluto, com o objetivo de proteger a identidade e a integridade das vítimas.

As investigações seguem sob responsabilidade da delegada Laísa Crisóstomo e do delegado Bruno França, que devem se manifestar oficialmente nos próximos dias. A Polícia Civil reforça o apelo para que possíveis vítimas procurem a delegacia, assegurando total confidencialidade.

Situação funcional

Conforme dados do Portal da Transparência, Manoel Batista da Silva ingressou na Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso em 2001 e recebe remuneração mensal superior a R$ 22 mil. Mesmo preso, ele continuará recebendo salário até a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que será conduzido pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil.

O caso segue em investigação e pode resultar em novas prisões e responsabilizações penais e administrativas.

Fonte: Terra Digital

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