Prefeito de Tabaporã implementa reformas administrativas e revisa plano de cargos para combater irregularidades

Durante sessão itinerante realizada em 19 de novembro, no distrito de Nova Fronteira, o prefeito de Tabaporã, Carlos Eduardo Borchardt, destacou algumas mudanças administrativas promovidas em sua gestão. Em uso da tribuna, o gestor afirmou que teve “coragem” de revisar o Plano de Cargos e Carreiras (PCC) do funcionalismo público — medida que, segundo ele, vinha sendo evitada por administrações anteriores por se tratar de uma “ferida” sensível dentro da estrutura municipal.
Borchardt afirmou que as alterações estão sendo executadas com foco na legalidade, mesmo diante de denúncias de servidores que foram encaminhadas ao Judiciário. O prefeito enfatizou que continuará com as mudanças previstas e que, caso a Justiça identifique algum equívoco, a gestão acatará as decisões. “Somos os principais interessados em que tudo esteja dentro da lei”, declarou.
Entre os pontos mencionados, o prefeito citou que, com a reformulação do PCC, a prefeitura deve deixar de desembolsar mais de R$ 300 mil por ano em horas extras que, segundo ele, eram pagas de forma irregular para complementação salarial. Como exemplo, afirmou que a esposa de um vereador da oposição teria recebido 80 horas extras mensais, ao longo de 12 meses, sem justificativa legal. As declarações foram apresentadas como parte das justificativas para a revisão do sistema de progressões e gratificações funcionais.
O prefeito também destacou medidas de economia e transparência dentro do Executivo. Borchardt afirmou que, desde o início do mandato, não utilizou recursos públicos para diárias, tampouco fez uso de veículos oficiais, e que vem arcando com recursos próprios as despesas de deslocamento e viagens oficias.
Além das alterações administrativas, o gestor criticou o que classificou como descaso das gestões anteriores na regularização de patrimônios públicos. Ele revelou que diversos prédios municipais — incluindo a sede da prefeitura, a secretaria de obras, o posto do Detran, a secretaria de educação e a creche municipal — não possuíam escritura em nome do município. Conjuntos habitacionais populares também estariam há mais de duas décadas sem documentação definitiva entregue aos moradores, sendo agora regularizados na sua gestão.
Borchardt afirmou ainda que outros diversos processos de regularização de escrituras estão em andamento, como os referentes ao cemitério municipal, aeroporto, campo de futebol e praças públicas, visando garantir segurança jurídica ao patrimônio público e melhorar a capacidade administrativa da prefeitura.
Fonte: Porto Noticias
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