Acusados de matar Cleiton Tarciso em 2023 no “Buracão”, em Porto dos Gaúchos, são condenados em júri popular

Douglas dos Santos Conceição e Diogo Henrique Damasceno Moraes foram julgados e condenados na sexta-feira (12), durante sessão do Tribunal do Júri realizada no Fórum da Comarca de Porto dos Gaúchos. Eles receberam penas de 15 e 17 anos de prisão, respectivamente, pelo assassinato de Cleiton Tarciso da Silva, ocorrido em agosto de 2023, no local conhecido como “Buracão”.
A dupla foi denunciada pelo Ministério Público pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Douglas dos Santos Conceição foi condenado a 15 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão, além de 10 dias-multa. Já Diogo Henrique Damasceno Moraes recebeu a pena de 17 anos e 8 meses de reclusão, também com aplicação de 10 dias-multa.
As qualificadoras de uso de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa da vítima contribuíram para o aumento das penas impostas pelo Conselho de Sentença.
De acordo com os autos, o crime foi praticado à traição. A vítima teria sido atraída pelos acusados até o local sob falso pretexto, aproveitando-se do vínculo de amizade existente entre Cleiton e uma mulher que, à época, chegou a ser presa, mas posteriormente foi excluída do processo.
Cleiton Tarcísio estava desarmado quando foi surpreendido pelos denunciados, que utilizaram uma faca para desferir diversos golpes, impedindo qualquer possibilidade de defesa por parte da vítima.
Durante o processo, a mãe de Cleiton relatou em depoimento que, no dia do crime, o filho recebeu diversas ligações pedindo que fosse até a residência da mulher envolvida. Ela também afirmou que o filho havia confidenciado a existência de rixas relacionadas ao período em que esteve preso, inclusive mencionando o fato do filho ter sofrido um atentado anterior, embora não tenha detalhado os motivos.
Após a prisão, os réus alegaram que o homicídio teria ocorrido em meio ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas e drogas, durante um desentendimento, sem, no entanto, esclarecer a origem da discussão.
Segundo a investigação, o grupo fazia uso de álcool e entorpecentes na residência da mulher, localizada nas proximidades da ponte do Buracão, quando teve início uma briga com Cleiton. Em determinado momento, um dos acusados se apoderou de uma faca sem cabo, pontiaguda e enferrujada. Em seguida, os dois decidiram matar a vítima, levando-a até o local onde o corpo foi encontrado. Cleiton foi morto com várias facadas desferidas por ambos os condenados.
Fonte: Porto Noticias
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