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“Chegamos ao caos”, diz secretário: não tem UTI, respiradores, remédios e equipes

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Chegamos ao caos, o caos está estabelecido”. Assim o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, resumiu a situação atual de enfrentamento ao coronavírus em Mato Grosso, em live nesta manhã (24), sobre a escalada da pandemia de Covid-19 no Estado. Não há leitos de UTI, públicos e privados, para todos, e, portanto, “não adianta ter plano de saúde”. Não há também equipamentos suficientes, como respiradores, importantes no agravamento da síndrome, que causa extrema falta de ar. Medicamentos são escassos e tem sido difícil, segundo o secretário, contratar equipes de médicos e enfermeiros. Pilares importantes para vencer essa “guerra”.

Diante da situação considerada “gravíssima”, ele voltou a apelar à população que fique em casa, nem que seja por amor aos filhos. “Olhe para eles, faça isso por eles”, pediu. Com o apelo afetivo, espera tocar a consciência de negacionistas, que ainda desconsideram a gravidade da infestação, apesar das estatísticas. Mato Grosso já tem 423 óbitos por Covid-19 e mais de 11 mil infectados.

“Neste momento, o que podemos fazer é conter a população (em casa), adotar essa medida alardeada mundo a fora desde o início”, diz, reclamando que este dever de casa não foi feito direito por mato-grossenses, onde a taxa de isolamento é de apenas 35%. “Muito pouco para o que precisamos”.

Outra medida que, deve ser tomada imediatamente, segundo o secretário, é melhorar a assistência primária, na porta de entrada do sistema de saúde. Ele disse que o próprio Ministério da Saúde já admite erro inicial, ao orientar as pessoas a só procurem atendimento médico se sentissem falta de ar. Por isso, quando fazem isso, já estão, em sua maioria, muito mal e dão entrada direto em leitos intensivos, colapsando as UTIs e deixando em aberto vagas de enfermaria, que ainda são 600.

“Se essas decisões importantes (de isolamento social intenso e melhoria do atendimento na porta de entrada) não forem tomadas, o caos ainda pode ser maior”, afirma.

Segundo ele, na porta de entrada, volume de pacientes, que já era grande, aumentou com a Covid-19 e a rede já sobrecarregado ficou ainda mais caótica. “Não se desligou o botão das outras enfermidades. Agora imagine um sistema que já tinha deficiência antes – aqui na Capital há anos faltava o básico – aí chega uma pandemia e é logico que a capacidade de atendimento fica ainda mais comprometida”.

O secretário criticou prefeitos que, mesmo com recursos extras para Covid-19, não melhorou a rede básica, não comprou medicamentos como deveriam, nem adotou protocolos preconizados para barrar o contágio. E elogiou os “competentes”, que agiram rápido, evitando inclusive a entrada do vírus em algumas cidades.

Sendo assim, Figueiredo mostrou-se contrário ao “lockdown” para todo o Estado e favorável nas cidades que, como Cuiabá e Várzea, aparecem na matriz de risco entre as que estão com alto contágio. “Todas essas deveriam sim fazer o isolamento total”.

O secretário infomrou que sai hoje em Diário Oficial busca pública por compra de medicamentos indicados para o tratamento da Covid-19, para o Estado comprar e distribuir aonde estiver faltando. Voltou a se posicionar contra distribuição de kit-Covid e sim que esses medicamentos sejam prescritos somente por médicos. Auto-medicação, segundo ele, pode fazer efeito reverso e matar pacientes ao invés de curá-los.

Para finalizar a live preocupante, se dirigindo aos servidores da saúde, que estão no front combatendo a Covid-19, agradeceu por não terem abandonado a população neste momento. “Obrigado a você, que não desertou e honra juramento feito na formatura”.

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