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ONG Patas Unidas faz apelo por políticas públicas para conter aumento de animais de rua em Porto dos Gaúchos

A proteção animal é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e toda a sociedade.

Nesse sentido, a ONG Patas Unidas lançou em seu perfil na rede social um apelo as autoridades competentes pela implantação urgente de políticas públicas visando controle populacional e bem-estar animal, para frear o aumento da quantidade animais, especificamente cães e gatos em situação de abandono em Porto dos Gaúchos.

Durante a semana, a ONG recebeu um vídeo enviado por uma moradora relatando uma situação preocupante de abandono de aproximadamente 15 gatos, que se abrigam em uma residência desocupada. Segundo ela, caso não sejam alimentados, os animais acabam invadindo sua casa em busca de alimento e abrigo. Ela já buscou ajuda junto a órgãos públicos, mas até o momento não conseguiu uma solução

A situação se torna ainda mais preocupante porque, de acordo com o relato, ao menos três dessas gatas provavelmente estão prenhas.

Considerando uma média de cinco filhotes por ninhada, em pouco tempo esse grupo poderá chegar a cerca de 30 gatos, demonstrando como a reprodução descontrolada faz com que o problema cresça rapidamente.

Se alguma pessoa puder oferecer um lar responsável para um ou mais desses gatos, ajudará a reduzir a quantidade de animais no local e dará uma nova oportunidade a eles.

Porém, a adoção sozinha não resolve o problema. É urgente realizar a castração dos animais que vivem nesse imóvel para interromper o ciclo de reprodução.

Esse é um exemplo claro da importância de investir continuamente em programas de castração, que é a medida mais eficaz, ética e humanitária para reduzir o abandono, evitar o nascimento de ninhadas indesejadas, diminuir o sofrimento dos animais e prevenir problemas de saúde e conflitos entre animais e moradores.

Quanto mais cedo a reprodução é controlada, menor é o número de animais abandonados, menores são os impactos para a população e maior é a qualidade de vida dos próprios animais.

A ONG informou que permanece preparada para executar projetos de castração no município, no entanto não dispõe de recurso financeiro, e aguarda por exemplo o repasse pela prefeitura de recursos de emendas impositivas destinadas pelas vereadoras Kelly Duarte e Luciane Bündchen, que deve viabilizar a realização de castrações, permitindo a ONG dar continuidade a esse trabalho voluntário em benefício de toda sociedade e dos animais.

Castrar é um ato de responsabilidade, prevenção e cuidado. Sem programas permanentes de castração, o número de animais cresce rapidamente, aumentando o abandono, o sofrimento dos animais e os conflitos com a população.

Fonte: Porto Noticias

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