Porto dos Gaúchos: ONG Patas Unidas castra 15 animais com recurso destinado pelo Poder Judiciário

A ONG Patas Unidas realizou, recentemente, a castração de 15 animais domésticos em Porto dos Gaúchos, utilizando recursos provenientes de repasse do Poder Judiciário. Segundo informações da diretoria da entidade, foram castrados 1 gato, 1 cachorro e 13 cadelas — a maioria delas de porte médio a grande, priorizando animais em situação de vulnerabilidade social e de rua, bem como tutores de baixa renda, promovendo o bem-estar animal e reduzindo o abandono.
A presidente da ONG, Evelin Krieguer, destacou que a castração é uma medida essencial para o controle populacional de animais no município. Em média, uma fêmea não castrada pode entrar no cio duas vezes por ano, gerando de 6 a 10 filhotes por ninhada. Considerando o potencial de reprodução das fêmeas e de seus descendentes em um período de 2 anos, estima-se que uma única fêmea e sua prole possam originar cerca de 60 a 120 novos animais nesse intervalo.
Dessa forma, as 13 fêmeas castradas (11 de tutores e 2 de rua, além da gata) pelo projeto Castração Consciente podem ter evitado, juntas, o nascimento de aproximadamente 780 a 1.560 animais em apenas 2 anos.
Também com recursos próprios, a ONG adquiriu microchips para identificação dos animais atendidos. Todos foram microchipados e cadastrados na plataforma do fornecedor do microchip, o que possibilita a identificação do tutor em casos de fuga, perda ou abandono.
A numeração de cada microchip e os dados cadastrados podem ser utilizado pelos órgãos públicos municipais para a criação de um cadastro local ou integração à plataforma nacional do governo federal (SINP@tinh@s), disponível gratuitamente no link: https://www.gov.br/mma/pt-br/composicao/sbio/dpda/programas-e-Projetos/sinpatinhas
Esse controle é fundamental para políticas públicas de identificação e manejo ético da população animal no município.
É importante destacar que, no âmbito do projeto de castração, não houve qualquer cobrança aos tutores referente a custos dos procedimentos realizados.
Apesar do impacto positivo da ação, a ONG informou que ainda possui uma dívida superior a R$ 9 mil com a clínica veterinária responsável pelos procedimentos. “Temos o suficiente em caixa para quitar a dívida, mas não dispomos de recursos para novas castrações ou para socorrer outros animais que venham a precisar”, afirmou Evelin.
A presidente agradeceu ainda à clínica veterinária, Porto Vet, que realizou parte dos procedimentos com desconto ou de forma doada, contribuindo para reduzir os custos da ONG. Sem essa ajuda, segundo ela, o valor da dívida seria ainda maior.
Fonte: Porto Noticias


