Preso Tenente Coronel ex-comandante da PM em Juína, acusado de estuprar estagiária é preso

O tenente-coronel da Polícia Militar de Mato Grosso Alexandre José Dall Acqua se apresentou ao Juízo Militar na segunda-feira (8), em Cuiabá. O agente exonerado da função de comandante da Polícia Militar em Juína, é investigado por estupro consumado e outras duas tentativas. Dall Acqua, que estava com um mandado de prisão em aberto contra ele, nega ter cometido os crimes.
Dall Acqua foi denunciado no mês de abril deste ano por supostamente ter estuprado uma estagiária do 8º Comando Regional de Juína que, na época, era comandando por ele. O crime, segundo a denúncia, teria ocorrido durante a passagem de comando no município, no dia 19 de fevereiro de 2024, quando ele assumiu como novo comandante local.
Além disso, Dall Acqua teria continuado a assediar a estagiária dentro do quartel. Em meados de setembro do ano passado, o militar teria puxado a jovem pelo braço e exigido que ela saísse com ele. O inquérito aberto também cita que o militar é acusado de assediar uma policial civil do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), formado por policiais civis e militares para a proteção da fronteira Brasil-Bolívia em Mato Grosso.
Foi instaurado um inquérito policial militar para investigar a conduta do tenente-coronel por meio da Corregedoria-Geral. O tenente-coronel foi exonerado do cargo de comandante do 8º Comando Regional de Juína em agosto deste ano. Dall Acqua, que estava com um mandado de prisão em aberto contra ele, nega ter cometido os crimes.
A defesa de Dall Acqua, patrocinada pelo advogado Geraldo Bahia, explicou que o tenente-coronel se apresentou espontâneamente por estar convicto da inocência dele e “esclarecer os rumores que colocaram em dúvida sua reputação construída ao longo de mais de duas décadas de serviços prestados à segurança pública”.
“A inocência do meu cliente será comprovada por meio de fatos e pela palavras das testemunhas como a responsável pelo controle de acesso do estabelecimento, no qual uma das vítimas afirma ter sofrido um abuso, que afirma categoricamente que, além de o local ser trancado no período noturno, o acusado lá não esteve na data dos fatos. Essa versão reforça a linha defensiva de que não há qualquer vínculo entre o policial e os acontecimentos apurados. Por fim, o acusado reafirma sua confiança em uma apuração correta, justa e imparcial, colocando-se inteiramente à disposição da Justiça e das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários”, diz trecho da nota do advogado.
Confira na íntegra:
A defesa do investigado, patrocinada pelo advogado Geraldo Bahia, esclarece que ele se apresentou espontaneamente ao Juízo da 11ª Vara Criminal da Justiça Militar da Comarca de Cuiabá, convicto de sua inocência e determinado a esclarecer os rumores que colocaram em dúvida sua reputação construída ao longo de mais de duas décadas de serviços prestados à segurança pública. A defesa também lamenta profundamente o vazamento de informações de uma investigação interna, que deveria estar sob sigilo, por entender que tal exposição causa danos irreparáveis à imagem do acusado e afronta princípios básicos do devido processo legal.
A inocência do meu cliente será comprovada por meio de fatos e pela palavras das testemunhas como a responsável pelo controle de acesso do estabelecimento, no qual uma das vítimas afirma ter sofrido um abuso, que afirma categoricamente que, além de o local ser trancado no período noturno, o acusado lá não esteve na data dos fatos. Essa versão reforça a linha defensiva de que não há qualquer vínculo entre o policial e os acontecimentos apurados. Por fim, o acusado reafirma sua confiança em uma apuração correta, justa e imparcial, colocando-se inteiramente à disposição da Justiça e das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários.
Fonte: AMANDA DIVINA/Folha Max




