Veterinário da secretaria municipal de Agricultura alerta sobre importância da vacina contra carbúnculo em bovinos

O carbúnculo sintomático é uma doença infecciosa aguda causada pela bactéria Clostridium chauvoei. Causa inflamação nos músculos, toxemia grave e alta mortalidade, é de extrema importância devido às grandes perdas econômicas que ocorrem nas criações bovinas. Essa doença também é chamada de “manqueira” devido à intensa claudicação apresentada pelos bovinos afetados.

Conforme Tiago Romero, médico veterinário da secretaria de Agricultura de Porto dos Gaúchos, geralmente se aproveita a etapa da vacina de aftosa para que seja feita também a vacina contra o carbúnculo.

“A vacinação é feita uma vez ao ano e no caso de animais que tomaram a primeira dose, ela tem que repetir com 30 dias. Após a repetição com 30 dias, somente uma vez ao ano os bovinos devem ser vacinados. Normalmente se vacina bovinos de 3 meses a 24 meses, mas em alguns casos se deve vacinar de 3 meses até animais velhos”, esclarece o veterinário.

Tiago alerta ainda, que qualquer duvida ou suspeita, o criador pode entrar em contato com a secretaria de Agricultura, ou com o escritório local do Indea; “tanto a secretaria de Agricultura quanto o Indea estão preparados para atender, esclarecer e dar suporte ao criador sobre qualquer duvida sobre este e outros assuntos relacionados a vacinação e imunização de bovinos e bubalinos”, conclui.

O carbúnculo.                         

A infecção ocorre quando os bovinos ingerem os esporos, presentes no solo durante o pastejo, e esses esporos alcançam o intestino e penetram pela mucosa entérica e por meio da circulação alcançam o fígado e massas musculares.

Os sinais clínicos se caracterizam por claudicação acentuada, geralmente com inchaço da parte superior do membro acometido, apatia, perda do apetite, atonia ruminal, febre, entre outros. Nos estágios precoces, o inchaço é quente e doloroso, mas logo se torna frio e indolor e o edema e crepitação (subcutânea) causada pelo gás liberado podem ser sentidos. A pele perde a cor, torna-se seca e rachada. A doença se desenvolve rapidamente e o animal vem a óbito em 12 a 36 horas após o aparecimento dos primeiros sinais. Muitos animais podem morrer sem que sejam observados os sinais clínicos.

Embora sejam recomendadas medidas como: notificação de casos às autoridades, cremação dos cadáveres, isolamento dos pastos contaminados, desinfecção energética e queima dos utensílios contaminados, drenagem e saneamento de áreas pantanosas, a única medida segura e eficaz é a imunização dos animais contra o agente.

Fonte:
Porto Noticias

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