Veja o posicionamento de cada vereador após sessão polêmica que arquivou pedido de investigação contra Leandro Budke
Após a votação em plenário na última segunda-feira (23), do requerimento que solicitava a instalação de uma comissão processante na Câmara de Vereadores de Porto dos Gaúchos para apurar suposta quebra de decoro parlamentar por parte do vereador Leandro Budke — arquivado por falta de quórum legal, após empate de quatro votos favoráveis, quatro contrários e uma abstenção — os parlamentares utilizaram a tribuna durante as comunicações parlamentares para se manifestar.
No uso da fala, cada vereador expôs seu posicionamento sobre o episódio e os desdobramentos da decisão que arquivou o pedido de abertura de investigação.
O vereador Rene Gomes, “Jacaré”, disse se sentir constrangido ao ter que participar como vereador de uma votação dessa na casa de leis, e disse que votou favorável a abertura por que no Seu entendimento, o vereador Leandro Faltou com respeito a colega vereadora Juliana, e que cada um tem que ter seu tempo respeitado em tribuna, para manter o respeito entre os pares.
Ao usar a fala, o vereador Leandro Budke agradeceu a sensatez de cada vereador e disse que não é a primeira vez que foi alvo de ataque na câmara. Pediu desculpas a todas as mulheres que tenham se sentido ofendidas com a situação, e reforçou que não recebeu pelo trabalho realizado na perimetral, que foi uma doação da sociedade, e sim recebeu pelo projeto da avenida Principal atuando como engenheiro contratado pela prefeitura na época. Leandro ainda lamentou o que ele chamou de intromissão do executivo nas questões do legislativo e disse que nada vai faze-lo calar diante de situações que vejam como erradas no município. Por fim agradeceu as inúmeras mensagens de apoio.
Luciane Bündchen pediu a definitiva implantação da procuradoria da mulher na câmara, enfatizando que tem sim muitas mulheres que sofrem violência domesticas nos lares portogauchenses. Quanto ao ocorrido na casa, sela disse ver muitas “picuinhas” e discussões desnecessárias que acaba gerando desgaste a todos.
Valdir Bobbi pediu que o executivo e o legislativo tenham a mesma dedicação que mostraram no envolvimento do ocorrido entre os vereadores Juliana e Leandro, para levar melhorias para a comunidade São João, e pediu encarecidamente que a comunidade seja vista pelo secretariado, principalmente pela infraestrutura. “Acredito que se todos ajudarem a cobrar vai melhorar”, concluiu.
Kelly Duarte pediu mais maturidade a todos para lidar com as situações pensando em prol do município, e também pediu que todos se dediquem aos projetos e assuntos importantes do município – citando como exemplo um projeto polêmico sobre aquisição de um terreno pela prefeitura no valor de R$ 3 milhões que será apreciado em breve – como se dedicaram ao assunto de rivalidade entre os dois vereadores.
Antônio Carrasco o Tampinha, disse que o respeito cabe a todos, e que Leandro não respeita os colegas e o prefeito. “Se ele respeitasse mais os colegas, prefeito e secretariado, eu seria parceiro dele como era antigamente”, disse. Por fim elogiou a atuação da vereadora Juliana Arend, e disse que a colega pode contar sempre com seu apoio.
Juliana Arend, que teve um pedido de afastamento por problemas de saúde aprovado durante a sessão, e deve ficar sessenta dias afastada do cargo, usou a tribuna e disse que só quem está passando o que ela está, sabe a dor que causam as palavras. “Não teve respeito aqui dentro comigo e fico triste que não tive apoio das colegas vereadoras. Não pedi aqui pra cassar o vereador, mas sim para abrir uma investigação pra ele responder e ver se ele estava certo ou errado. Não foi pensando em cassação, mas para ele responder pelos atos dele, para que não aconteça mais comigo e com nenhuma das outras colegas por ventura”, disse.
Caio Pintor lamentou o fato e disse que o plenário é soberano em suas decisões, e que o caso foi arquivado e tem que se virar a página. Defendeu que não aja interferência nas falas dos parlamentares em tribuna, como Leandro fez, e gerou todo o fato. “Votei a favor de se abrir a comissão, que uma vez investigando é pra não se cometer injustiça, pra quem nenhuma das partes sejam prejudicadas. Mas o pedido foi arquivado e é assunto encerrado, e espero a mesma dedicação de todos no assunto da aquisição do terreno”, concluiu.
A presidente Priscila de Moura considerou ser um dia triste para o legislativo, que poderia estar discutindo algo que realmente fosse de interesse geral do município, mas disse entender e apoiar a vereadora Juliana na causa.
“Violência nem sempre é só agressão, as vezes um olhar já serve de ameaça a uma mulher, e cada uma reage de um jeito. Hoje quando votei a favor da abertura do processo, não foi por que tenho algo contra o Leandro ou queria apenas defender e Juliana, mas queria dar a oportunidade de que cada um pudesse ser ouvido e apresentar suas defesas sobre o caso. Estamos aqui sim pra defender as mulheres, mas nosso objetivo principal é Porto dos Gaúchos…”. Pro fim, Priscila expos que é de extrema necessidade que independente de tudo, cada um merece respeito em suas opiniões e que o regimento interno da casa tem que ser respeitado, e problemas particulares devem ser resolvidos fora da casa.
Fonte: Porto Noticias
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