Mato Grosso

Hospital do Câncer de MT opera no vermelho e aponta déficit mensal de R$ 2 milhões com o SUS

O Hospital de Câncer de Mato Grosso tornou público que enfrenta um grave déficit mensal de R$ 2 milhões em seu caixa. A diferença se dá entre o valor que deveria ser repassado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o montante que a instituição, de fato, recebe.

Os dados foram apresentados pelo presidente Laudemir Moreira Nogueira e pela diretora administrativa Renata Oliveira em coletiva nesta terça-feira (25), cobrindo o período de setembro de 2024 a setembro de 2025.

Buraco no Financiamento Federal

O principal problema apontado é a defasagem e a incompletude dos repasses do SUS:

  • Repasse Ideal vs. Real: O hospital deveria receber cerca de R$ 6,8 milhões mensais por procedimentos oncológicos, mas recebe apenas R$ 4,8 milhões, gerando o déficit de R$ 2 milhões. Isso ocorre porque o sistema só paga o valor integral quando todos os procedimentos são realizados.

  • Custo-Benefício: A entidade afirma que 94% dos pacientes atendidos são usuários do SUS, mas o programa federal cobre somente 42% das despesas totais da instituição.

  • Defasagem em Materiais: A defasagem é crítica em procedimentos de alto custo, como a prótese mamária, que custa cerca de R$ 4 mil, mas é reembolsada pelo SUS em apenas R$ 700 por unidade.

A direção ressalta que a instituição depende de doações, muitas vindas do agronegócio e frequentemente parceladas, para manter a continuidade dos atendimentos.

Investimentos e Atendimentos

Apesar das dificuldades financeiras, o hospital segue investindo em estrutura graças a doações:

  • Ampliação da UTI: Um leilão beneficente, que incluiu a venda de um galo por R$ 52 mil, permitiu a ampliação da UTI adulta. O hospital está investindo R$ 3 milhões para aumentar a capacidade de 11 para 18 leitos.

  • Leitos Totais: O Hospital de Câncer de Mato Grosso possui 135 leitos ativos em todas as alas.

  • Pediatria: A unidade conta com 10 leitos destinados a crianças em tratamento. Atualmente, 197 crianças estão em tratamento oncológico, e foram registrados 93 novos casos de leucemia infantil este ano.

A direção reforça que, para garantir a continuidade e a ampliação dos serviços, são necessários ajustes no financiamento do SUS e o reforço das doações.

Fonte: Primeira Página

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