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Exportação do Agronegócio tem novo recorde em junho segundo Carlos Cesar Floriano

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As exportações do agronegócio brasileiro em junho de 2021 atingiram a cifra recorde para o mês, de US$ 12,11 bilhões, o que representa uma alta de 25% comparada aos US$ 9,69 bilhões embarcados em junho de 2020. Para Carlos César Floriano, CEO do Grupo VMX, “o aumento dos preços internacionais dos produtos agropecuários exportados pelo Brasil (30,4%) foi a principal variável responsável por este valor recorde”, explica.

De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), esse incremento nos preços, em virtude da recuperação econômica global, mesmo com os efeitos provocados pela pandemia de Covid-19, foi decisivo para o recorde do mês, já que houve queda de 4,1% no índice de quantum das exportações brasileiras.

Conforme Carlos César Floriano “as importações do agronegócio tiveram aumento de 54,2%, chegando a US$ 1,28 bilhão”, conta. Desta forma, o saldo da balança comercial do agronegócio atingiu US$ 10,8 bilhões.

Em virtude da elevação das exportações de produtos não-agrícolas em 105,3%, influenciados por exportações de minério de ferro e petróleo, a participação dos produtos do agronegócio nas exportações totais brasileiras alcançou 43,1%, mesmo com o recorde observado para os meses de junho. Em junho de 2020, a participação foi de 55,5%.

Carlos César Floriano explica a exportação da soja, carnes e o açúcar

O principal setor exportador do agronegócio brasileiro foi o complexo soja. Um pouco mais da metade do valor exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio foi em decorrência às vendas externas desse setor, que teve a soja em grão como principal produto exportado. “As vendas externas de soja em grão alcançaram valor recorde de US$ 5,30 bilhões, mesmo com redução de 12,9% do volume exportado, 11,1 milhões de toneladas” diz Carlos César Floriano.

As exportações de carnes foram de US$ 1,78 bilhões (+26,6%) em junho. O incremento do valor ocorreu em função da elevação da quantidade exportada (+9,4%) como ao aumento médio do preço de exportação (+15,7%).

A principal carne exportada foi a carne bovina, com registros de US$ 834,24 milhões (+12,7%). Em relação à carne de frango, as exportações subiram 45,8% para atingirem US$ 636,26 milhões em junho de 2021. Já na carne suína houve registro recorde de exportações, com vendas externas de US$ 268,31 milhões (+36,4%).

Segundo Carlos César Floriano, “a quantidade exportada também foi recorde, com 107,2 mil toneladas (+12,9%)”, conta.

Embora a quantidade exportada de açúcar pelo Brasil não tenha tido grande variação na comparação entre junho de 2020 e junho de 2021, houve grande mudança entre os principais importadores. A China, por exemplo, foi o país que mais aumentou a quantidade adquirida de açúcar brasileiro. As importações do país asiático subiram de 167,1 mil toneladas em junho de 2020 para 422,0 mil toneladas em junho de 2021 (+152,6% ou +255,0 mil toneladas). Com esse volume importado, a China foi a maior importadora de açúcar.

Outros mercados com grande importação foram: Argélia (332,46 mil toneladas; +35,0%); Nigéria (250,35 mil toneladas; +153,7), Bangladesh (218,87 mil toneladas; +26,7%); Canadá (170,06 mil toneladas; +70.1%).

 

Assessoria

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