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Com aulas remotas aumenta o estresse e ansiedade dos profissionais da educação

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Inúmeras mensagens trocadas pelas redes sociais entre profissionais da educação e dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), revelam as angustias dos docentes diante do modelo de trabalho remoto proposto tanto nas redes municipais como no governo estadual. Às vésperas da retomada das aulas na rede estadual, em 3 de agosto, o projeto apresentado revela incertezas, promove inseguranças e amplia a exclusão ao direito da educação.

Nos relatos registrados pelos educadores nas redes sociais destacam-se o desespero dos profissionais frente a demanda exigida pelas aulas remotas e a percepção de que o resultado já nasce comprometido. São inúmeras as queixas, do excesso de trabalho para além da jornada à dedicação sete dias por semana para atender todas as exigências que o modelo virtual e a ausência de assistência do governo, cobram para funcionar.

“Além de estudar a plataforma, vamos iniciar as atividades como meros transmissores, já que a aula não foi preparada por mim. Outro desafio é o uso dos equipamentos pessoais, nem sempre com potencial que Sistema exige. Nós bancamos a internet. Não podemos fazer esse serviço na escola porque as escolas não têm computador e nem internet de qualidade, enfim, o ambiente não é adequado, podendo assim aumentar a proliferação da doença.”, destaca a professora e primeira secretária do Sintep/MT, Sidinei Oliveira Cardoso.

A secretária adjunta do Sintep/MT, Maria Luiza Zanirato, pedagoga, com atuação na rede municipal, na Capital, relata que vários questionamentos estão sendo apresentado pelos professores, e não apenas sobre as aulas remotas, mas também sobre a exclusão com os estudantes sem acesso às tecnologias. Segundo a professora, imprimir o material didático e distribuir não atende as necessidades educativas desses estudantes que, sem apoio dos profissionais retomarão as atividades presenciais com mais dificuldades do que aquelas que tinham antes da pandemia.

Na rede municipal de Cuiabá as aulas começaram em fevereiro, com o fechamento das escolas, a orientação foi fazer atividades remotas, por celular ou por computador, ou ainda reproduzindo materiais fotocopiados, para continuar o calendário de 2020. “O que temos constatado com essa experiência foram as dificuldades dos familiares acompanharem seus filhos, a sobrecarga de trabalho dos docentes e da equipe gestora, e a maioria dos estudantes dispersos e sem disciplina para estudar. Sei que existem avaliações desses alunos em curso, mas desconheço os resultados. Isso não é divulgado”, relata.

Para o presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira, há falta de políticas públicas que atendam a esses estudantes e profissionais, como parceria com operadoras de telefonia para assegurar a internet, ou bônus de créditos, já que muitos estudantes apesar do celular, não possuem conectividade para acesso às aulas on-line. Além disso, faltou a elaboração de um projeto de atendimento aos estudantes carentes, com metodologias inclusivas e interativas. O objetivo é cumprir o calendário escolar, mesmo que a aprendizagem e a formação não sejam priorizadas”, conclui.

Assessoria/Sintep-MT

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