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Grupo EI desafia Talibã com atentados e joga Afeganistão no caos, com dezenas de mortos

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Pelo menos 55 pessoas morreram em um ataque suicida nesta sexta-feira (8), durante a oração semanal, em uma mesquita xiita em Kunduz, no nordeste do Afeganistão, cinco dias após um ataque em Cabul contra outra mesquita, reivindicada pelo grupo Estado Islâmico (EI).

A explosão na mesquita xiita no distrito de Khan Abad Bandar de Kunduz foi causada, de acordo com “informações preliminares”, por um homem-bomba, disse Matiullah Rohani, chefe regional do governo talibã, encarregado da cultura e da informação.

Este ataque, o mais mortal no Afeganistão desde a partida dos últimos soldados americanos e estrangeiros em 30 de agosto, ainda não foi reivindicado. No hospital central de Kunduz, um médico que pediu anonimato disse que o estabelecimento recebeu até agora “35 corpos e mais de 50 feridos”.

A clínica local da ONG Médicos sem Fronteiras (MSF), por sua vez, indicou no Twitter, em um relatório provisório, que cuidou de 20 mortos e 90 feridos.

Zalmai Alokzai, um empresário que foi ao hospital central de Kunduz para doar sangue, confirmou que viu dezenas de corpos na mesquita. “As ambulâncias estavam voltando ao local para transportar os mortos”, disse ele.

O atentado de Kunduz ocorre cinco dias após o bombardeio de uma mesquita em Cabul, que deixou pelo menos cinco mortos e foi reivindicada pelo grupo Estado Islâmico. O alvo foi a mesquita Id Gah, onde uma cerimônia fúnebre era realizada em homenagem à mãe de Zabihullah Mujahid, porta-voz do governo Talibã e figura do movimento, que morreu na semana passada.

Estado Islâmico em Khorasan
Depois de se contentar em observar a situação nos primeiros dias após a tomada do poder pelo Talibã em meados de agosto, o braço do grupo Estado Islâmico no Afeganistão, o EI-K (Estado Islâmico em Khorasan), vem multiplicando os ataques. Eles visaram, em várias ocasiões, combatentes talibãs na província de Nangharar (leste), onde o grupo EI-K tem estado muito presente desde a sua criação em 2015.

Para o Talibã, que controla todo o Afeganistão, a principal ameaça agora vem dos jihadistas, que tem de 500 a alguns milhares de combatentes em território afegão, de acordo com a ONU.

Um ódio tenaz e recíproco opõe esses dois grupos radicais sunitas, tendo o Talibã realizado nos últimos anos uma repressão feroz contra seus dissidentes, seduzidos pelo extremismo do EI-K.

O grupo Estado Islâmico também assumiu a responsabilidade pelo ataque de 26 de agosto perto do aeroporto de Cabul, que matou mais de 100 pessoas, incluindo 13 soldados norte-americanos.

Com informações da AFP

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