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Revolução digital: certificação sanitária agora é eletrônica no Brasil

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) moderniza seu sistema de certificação sanitária nacional para produtos de origem animal com a introdução da assinatura eletrônica. “A mudança, anunciada pelo ministro Carlos Fávaro, promete agilizar e tornar mais seguros os processos para empresas e servidores públicos”, diz o CEO do Grupo VMX, Carlos César Floriano.

A iniciativa visa proporcionar maior celeridade e segurança no trânsito de produtos de origem animal dentro do território nacional, preparando-os para exportação.

A novidade, incorporada ao Sistema SIGSIF, foi desenvolvida pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) e a Subsecretaria de Tecnologia da Informação (STI).

Com a implementação da assinatura eletrônica, o processo de certificação se torna mais ágil e eficiente para os auditores fiscais federais agropecuários e para as empresas do setor.

“Não mais será necessário lidar com a impressão, carimbo e assinatura física de centenas de certificados diariamente”, explica Carlos César Floriano.

A medida também beneficia as empresas, que agora podem acessar os certificados de forma imediata e imprimi-los para apresentação às autoridades de fiscalização, tanto nacionais quanto estrangeiras. Essa modernização promete simplificar e desburocratizar significativamente o processo.

Carlos César Floriano e as medidas de segurança

Os certificados eletrônicos incluem medidas de segurança como código de autenticidade e QR Code, permitindo a verificação rápida e eficaz da legitimidade dos documentos.

Para Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), essa iniciativa é um marco histórico que impulsionará a competitividade do Brasil no mercado internacional.

A próxima fase desse processo de modernização envolverá a extensão para a emissão de Certificados Sanitários Internacionais (CSI), sujeita à aceitação dos países importadores.

Para Carlos César Floriano, “Essa mudança visa facilitar ainda mais o comércio internacional de produtos de origem animal, mantendo os padrões de segurança e qualidade exigidos pelos mercados globais”, diz.

Certificados sanitários: essenciais para exportação

Os Certificados Sanitários são documentos oficiais emitidos pelo Brasil para atestar a conformidade dos produtos de origem animal com os requisitos sanitários do país exportador e importador.

Emitidos pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA) da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, esses certificados garantem a segurança e a qualidade dos alimentos de origem animal, tanto para consumo nacional quanto internacional.

Com a digitalização do processo, além da agilidade e segurança, há uma significativa redução de custos operacionais e de impacto ambiental, pois se elimina a necessidade de papel, impressão e transporte físico dos documentos.

“Essa modernização também fortalece a imagem do Brasil como um país comprometido com a inovação e a eficiência nos processos agropecuários”, esclarece Carlos César Floriano.

A assinatura eletrônica possibilita uma melhor rastreabilidade dos produtos, facilitando a identificação de problemas e ações corretivas em caso de necessidade.

Isso contribui para a segurança alimentar e para a proteção da saúde pública, tanto no Brasil quanto nos países importadores.

Ao adotar essas medidas, o Ministério da Agricultura e Pecuária demonstra seu compromisso com a modernização e a melhoria contínua dos processos relacionados à produção e exportação de produtos de origem animal.

A iniciativa não apenas impulsiona a competitividade do setor, mas também, reforça a posição do Brasil como um importante player no mercado global de alimentos.

Em um contexto internacional cada vez mais exigente em termos de padrões sanitários e de qualidade, a digitalização dos certificados sanitários é uma resposta assertiva e necessária para garantir a sustentabilidade e a expansão do agronegócio brasileiro.

“Com isso, o país se consolida como um parceiro confiável e responsável no fornecimento de produtos de origem animal para o mundo”, ressalta Carlos César Floriano.

Fonte: VMX Agro

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