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Setembro no agronegócio: exportações de US$ 13,71 bilhões com destaque para soja, milho e açúcar

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As exportações do agronegócio em setembro deste ano atingiram US$ 13,71 bilhões, mantendo-se quase inalteradas em relação ao mesmo período de 2022. “A estabilidade reflete os índices de preços e volumes das exportações de produtos brasileiros, influenciados por fatores globais”, explica Carlos César Floriano, CEO do Grupo VMX.

O índice de preços do agronegócio caiu 10,4%, refletindo a diminuição dos preços globais de commodities exportadas pelo Brasil. O volume exportado cresceu 11,7%, devido à safra recorde de grãos de 2022/2023, com 322,45 milhões de toneladas, um aumento de 18,3%.

A oscilação nos preços de commodities é contextualizada pelos relatórios do Banco Mundial e da FAO. O índice de preços de alimentos do Banco Mundial caiu 5,4% entre setembro de 2022 e setembro de 2023.

O índice de preços de alimentos da FAO para setembro de 2023 caiu 10,7% em relação a 2022, devido a quedas nos preços de óleos vegetais, produtos lácteos e carnes, parcialmente compensados por aumentos nos preços do açúcar e cereais.

O agronegócio aumentou sua participação na pauta exportadora brasileira, subindo de 47,9% em setembro de 2022 para 48,2% em setembro de 2023. Outros produtos viram suas exportações reduzirem em 1,1%, totalizando US$ 14,72 bilhões em vendas externas.

Os cinco principais setores exportadores do agro do Brasil no mês de setembro foram o complexo de soja (31,2% de participação); cereais, farinhas e preparações (15,1% de participação); carnes (14,3% de participação);

complexo sucroalcooleiro (13,0% de participação) e produtos florestais (8,2% de participação).

Segundo Carlos César Floriano, “Esses setores somados representaram 81,9% do valor total exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio”, esclarece.

Soja continua em destaque

O complexo de soja é o principal destaque, com exportações de US$ 4,28 bilhões em setembro de 2023, um aumento de 11,9% em relação ao mesmo mês de 2022.

As exportações de soja em grãos atingiram um recorde para setembro, com 6,40 milhões de toneladas, um aumento de 59,9%. A China comprou cerca de 80% da soja em grãos exportada pelo Brasil em setembro.

O farelo de soja exportados atingiram US$ 827,18 milhões, uma queda de 16,2%. A União Europeia é o maior importador desse produto, com aquisições de US$ 470,52 milhões.

As exportações de óleo de soja caíram de US$ 336,45 milhões em setembro de 2022 para US$ 157,00 milhões em setembro de 2023.

Destaque para o milho

As exportações de milho aumentaram 10,2%, atingindo US$ 1,98 bilhão em setembro de 2023. A China tornou-se o principal mercado importador do milho brasileiro, comprando 36,6% do valor total exportado pelo Brasil.

Carlos César Floriano e os desafios na exportação de carnes

As exportações de carnes brasileiras caíram 19,2%, passando de US$ 2,43 bilhões em setembro de 2022 para US$ 1,96 bilhão em setembro de 2023. A carne bovina foi a mais afetada, com uma queda de 26,4%.

A China continua sendo o principal importador da carne bovina brasileira, comprando 67,9% do valor total exportado pelo Brasil em setembro de 2023.

“A carne de frango teve uma queda de 12,5%, com exportações de US$ 708,36 milhões”, diz Carlos César Floriano. A China é o principal importador, representando 18,1% das exportações.

As exportações de carne suína totalizaram US$ 240,55 milhões, uma redução de 0,4%. A China diminuiu suas aquisições de carne suína brasileira devido à recuperação da produção local.

Complexo sucroalcooleiro em ascensão

O complexo sucroalcooleiro viu um aumento significativo nas exportações, atingindo US$ 1,79 bilhão em setembro de 2023, um crescimento de 23,2%. O açúcar bruto destacou-se, com exportações de US$ 1,11 bilhão, um aumento de 68,6%.

A China é o principal importador do açúcar brasileiro, adquirindo 43,3% do valor total exportado pelo Brasil em setembro de 2023.

Produtos florestais

As exportações de produtos florestais alcançaram US$ 1,13 bilhão em setembro de 2023, com um aumento de 13,5%.

A celulose e o papel lideraram, com exportações de US$ 503,03 milhões, um crescimento de 3,6%. A China também é o principal importador de celulose brasileira, adquirindo 43,9% do valor total exportado pelo Brasil em setembro de 2023.

Perspectivas e desafios futuros segundo Carlos César Floriano

O agronegócio brasileiro enfrenta desafios relacionados aos preços internacionais de commodities, que podem afetar a rentabilidade das exportações. A dinâmica das relações comerciais, especialmente com a China, desempenhará um papel importante.

A produção recorde de grãos fortalece a posição do Brasil no mercado global de alimentos, mas melhorias na infraestrutura, logística e sustentabilidade ambiental são necessárias.

“Para as carnes, padrões de qualidade e segurança alimentar devem ser mantidos, e a diversificação de mercados é fundamental”, explica Carlos César Floriano..

O complexo sucroalcooleiro e produtos florestais demonstraram desempenho sólido, com espaço para crescimento, especialmente em mercados buscando alternativas sustentáveis.

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