Suecas da minha época x Suecas de hoje e um velho estressado!!! – Por Luiz Macedo Jr

O dia como sempre ia terminando sobre a batuta de ordens e recomendações, (“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo, Perdeste o senso!” (Olavo Bilac) o que fez com que eu me isolasse no meu canto rodeado de livros munido de uma garrafa de Jack, uma carteira de Marlboro e um fone de ouvidos; Sim, um fone de ouvidos, que me dá a impressão de ser um Marciano ou um personagem de guerra nas estrelas, mas vai lá…

Sem isso não tem som, é ordem de quem manda (…)

E assim, isolado dos conselhos e broncas da esposa e dos filhos, eu viajava ao som da gaita de Bob, nas batidas cruas do som do Creedence, nas quase alucinógenas notas do Pink floyd, sem deixar Beatles e os Stones de lado, lógico que com aquele tempero de Legião, Paralamas, Engenheiros, Titãs, Raul etc.

Mas é hora de voltar ao mundo real, o mundo que quase não entendo hoje.

Toalha e um pijama brotam em minhas mãos e uma ordem, “já pro banho que o JN logo vai começar…”

Já refeito das tarefas me sento como um condenado a cadeira elétrica e logo explodo, propaganda do Rockin Rio anunciam Ivete e Anitta entre tantas outras porcarias fabricadas pela nossa falta de cultura misturam tudo no mesmo liquidificador e querem nos fazer beber da fonte do verdadeiro Rock misturado a essas merdas, aliás, merda é o que vem nos dando a muito tempo na televisão…

Mas começa o jornal e quando penso em me acalmar surge uma Sueca feia de tranças, para derrubar meu castelo, pois nunca imaginei em minha vida que pudesse existir Sueca feia, ainda se não bastasse sua feiura ela abre a boca e vomita um monte de palavras ensaiadas, plantadas em seu discurso de uma geração geladeira, que não conseguem associar o ovo a galinha, galinha ao milho, milho a terra, terra a plantação…

Pensa que tudo nasce ali dentro da geladeira, a carne, o leite, o ovo, a nutella…

Nada disso precisa de terra para produzir, é só abrir a porta e eles surgem para deleite dos olhos e estomago dessa geração, geração das omeletes de ovo choco, que temperam com cheiro verde, e por ter algo verde em suas vidas se julgam ambientalistas…

Ah, por favor! Eu prefiro aquelas suecas que em silencio fizeram a minha geração se apaixonar, eram lindas e mesmo sem dizer uma única palavra eram capazes de nos prender por horas no banheiro, mesmo que tentassem derrubar a porta, não a abandonavam por nada…

Aquelas sim marcaram toda minha infância, e da maioria entre 40 e 50 foram as mais celebres educadoras, nas quais compramos escondidos nas bancas de amigos e compartilhávamos sem ciúmes, sem medo de perder, pois tínhamos a certeza que elas viviam ali, as Suecas de papel, para deixarem um legado para todos nós… Mas infelizmente a história hoje é outra, elas saíram do papel (embora sempre tenham ganhado vida, mesmo em nossos sonhos), elas agora abrem a boca, são seguidas em redes sociais, capazes de tirar uma geração inteira de dentro da geladeira, escreverem cartazes, e colocam seus tênis de couro e suas roupas de algodão, aliás, algodão que também nasce ali no guarda roupas, e protestam contra o clima no mundo, dizem que roubamos sua juventude, como se não tivessem sido roubados pelo mundo que essa geração se tornou a muito tempo;

Mundo dos games e derivados da internet, geração descartável…

Sinceramente, esse bando de sardinhas enlatados que não sabem que é preciso derrubar, plantar e colher para que eles possam ter a magia de verem os alimentos brotarem em suas geladeiras e as roupas eu seus guarda roupas…

E na minha falta de paciência imagino logo essas manifestações no Clipe musical do Pink Floyd ‘’Another Brick In The Wall’’, todos caminhando rumo ao moedor, triturador, com certeza virariam pasta, ração, pois são incapazes de pensarem por si só, de se revoltarem contra o que realmente merece revolta… Fome, corrupção, desigualdade social…

Mas antes, gostaria de levá-los para um passeio num chiqueiro, certeza que seus frágeis estômagos não aguentariam o mau cheiro, e realmente, desse dia em diante eles passariam a comer mato…

Quem dera ainda, não tivéssemos a sorte de os verem adotarem o cacique Raoni como seu guia espiritual, a Sueca feia como sua Santa, Lula como o homem que botou o ovo dos seus omeletes, Felipe Neto e Duvivier como o cheiro e o verde…

 Luiz Macedo Jr, pensador e escritor é colunista do Porto Noticias

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